NOSSA HISTÓRIA

O transporte aquaviário entre São José do Norte e Rio Grande foi consolidado ao longo de cinco décadas, através do empenho de uma grande família, com a colaboração de muitos nortenses. A Transnorte surgiu nesse contexto, há cerca de 40 anos, quando o pescador de canoa Elzio da Silva Gautério investiu as economias conquistadas com muito trabalho na aquisição de um equipamento para a lancha Lila, dando início à sociedade com outras duas empresas.

Elzio, que não era alfabetizado, vislumbrou a promissora oportunidade de negócio, mas não poderia imaginar a dimensão do compromisso que assumira para a família: conectar nortenses e riograndinos. Sua esposa, Tereza Costa Gautério, encarregou-se do lar e da educação dos cinco filhos: João Ernesto, Elza Helena, João Batista, Susana e Chiara Tereza. E apoiou o marido também na administração do negócio, colaborando com suas habilidades matemáticas.

FROTA

A lancha Noiva do Mar começou a operar em 1967 e seguiu navegando até meados de 2014, conferindo sustentabilidade à empresa. Mas a demanda crescia junto com São José do Norte e Rio Grande e novos investimentos, como a aquisição da lancha Princesa do Mar, foram necessários para a ampliação da atividade.

Administrar um serviço público desta relevância não é tarefa fácil. E apesar de tanto empenho, as filas de embarque e desembarque continuavam extensas. O tão esperado aumento da frota só foi possível com a chegada da lancha Dona Armandina, que comporta até 251 passageiros. Logo após, chegou a Noiva do Caí, com capacidade para 297 passageiros.

O iminente aumento da demanda tornava urgente a ampliação e a reestruturação do serviço em conformidade com as exigências dos órgãos de regulação. Nesse contexto, a Transnorte assumiu integralmente a operação do transporte aquaviário de passageiros, garantindo a conexão entre as duas cidades, e dando início a um intenso período de adequação.

Embarcações foram adaptadas, os horários da travessia ajustados. Novos investimentos foram realizados para atender as necessidades que surgiram com a implantação da indústria naval em São José do Norte. Desde então, a Transnorte passou a investir na manutenção periódica, com inspeção geral realizada anualmente por instituição certificadora credenciada junto à Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul – que também efetua inspeções aleatórias.

A lancha Bela Catarina, com capacidade para 270 passageiros, veio para melhorar a qualidade do transporte.

Marca do processo de reestruturação do transporte aquaviário, a lancha Brisa El Shaday, que comporta 250 passageiros, foi adquirida entre 2014 e 2015, juntamente com a embarcação Dona Tereza, que será adaptada para o transporte de passageiros.

Dona Armandina, Bela Catarina e Brisa El Shaday são modelo catamarã – com dois cascos e propulsão a motores, destacando-se pela elevada estabilidade e velocidade em relação às embarcações mono casco.

ESTRATÉGIA

Hoje, mais de 60 colaboradores atuam de forma alinhada à Gestão Administrativa, a fim de alcançar os objetivos e as metas do planejamento estratégico, que traduzem valores como: segurança, qualidade, confiabilidade, inovação, expansão e desenvolvimento.

Tradição e empreendedorismo são características marcantes da empresa, que reflete em sua estratégia a história desta grande família, reafirmando o compromisso com a valorização da cultura e da identidade locais. É assim que a Transnorte pretende expandir sua atuação e ser reconhecida como referência no cenário nacional da travessia aquaviária de passageiros.